Fotos não são reveladas.
Fotos revelam.
Revelam aquilo que fui;
aquilo que sou
aquilo que serei
Revelam o mundo a minha volta;
E revelam a volta do meu mundo.
Revelam-me e revelam-te
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Ana Carolina
Algumas amizades são destinadas a acontecer.
E apenas isso, a sua própria existência é seu fim.
Enquanto outras foram feitas pra durar.
Essas sim me agradam.
As primeiras são as chamadas “amizades de fim de semana” (que podem ser também as “amizades de semana”), que são aquelas pessoas que você convive por convêniencia. Seja por que gostam de sair junto, estudam juntos ou moram perto.
As amizades que duram são aquelas pessoas que você quer pro resto da sua vida.
Pense: Se você recebesse agora uma notícia muito boa que fosse mudar sua vida. Pra quem você contaria primeiro? Pra quem seria aquela primeira mensagem/ligação: “VOCÊ NÃO TEM NOÇÃO DO QUE ACONTECEU!!”
Quando você tá feliz, elas ficam felizes com você.
Quando você tá triste, elas se comovem com a sua tristeza, mas te alegram.
Alguns dizem que amigos são anjos da guarda. Prefiro acreditar que amigos são pessoas.
Só que os MEUS amigos são as melhores pessoas do mundo
Às vezes eu penso “e se…”
Não esses “e se..” recentes.
Como “e se eu tivesse acordado mais tarde, será que eu teria humor melhor?”
ou “e se eu tivesse escolhido outra coisa de almoço, será que eu teria uma desinteria?”
Esses são fáceis. Os que realmente me prendem são os mais profundos.
E muito mais complexos….
Como por exemplo:
“E se eu tivesse continuado no Nordeste?”
Será que eu teria esa personalidade?
Será que realmente você é o que é(e ponto final), ou você é aquilo que o meio te fez?
Será que meu tipo de amigos seria diferente?
Será que meus gostos mudariam?
Às vezes eu penso “e se…”
mas logo me perco no turbilhão de pensamentos e então os escondo no fundo do subconsciente..

Quando penso nos meus sonhos de infância, fico triste.
Percebo que eles não mudaram.
Só o que mudou foi essa necessidade de mostrar ao mundo que sou normal!
Que de alguma forma eu me encaixo nisso tudo.
Que sou digno de estar aqui.
Então penso, porque não mudo?
Porque continuo aqui, enquanto penso como seria estar lá?
Ahh… como eu queria ter a coragem de perseguir meus sonhos mais loucos!
Pudera eu ser um espirito livre como tantos e poder seguir aquilo que realmente me faz feliz.
Não me entenda mal, adoro o que faço.
Mas não é aquilo com que sempre sonhei.
Não me sinto tão animado com o futuro que essa vida me reserva.
Não nasci pra estar aqui!
Não nasci pra ser um.
Nasci pra ser vários
“
Eu não faço parte da geração vencedora. Aquelas pessoas que conseguiram ser alguma coisa na vida, viajam uma vez por ano (alternando Bariloche e nordeste), que se casaram, tiveram filhos, que trabalham, juntam sua graninha e aos 40 já possuem imóvel próprio. Financiam um carro popular, sábado vão ao cinema ou teatro, domingo fazem churrascão com os vizinhos no play, de noite pegam um rodízio de pizza. Veja bem. Essa é a geração que venceu. Não vou discutir aqui quão patético é tudo, porque olha, eles são felizes, isso que importa. Quem sou eu pra falar de quem cheira ou quem fuma. O meu ponto são os meus iguais, é o time do lado de cá, aquele que grita loser na testa. Os que nunca estão satisfeitos, os que beirando os 30 anos ainda choram por traumas que papai ou mamãe causaram na infância. Aqueles que não seguiram em frente. Quando alguma coisa falta e a gente nem sabe o que é. Hoje eu me peguei com inveja de uma menina de 20 anos, grávida do segundo filho, e nem foi por ela ser mãe e eu nem, já disse aqui n razões de não querer ter filhos (e nem se eu quisesse né? ninguém me come, super chato isso), mas foi pelo sorriso que ela deu, uma felicidade imensa. E eu pensando “brother, essa menina ganha 510 reais, com dois filhos, como ela pode ser feliz?”. E nego é feliz com 510 reais, com dois filhos, aos 20 anos de idade, vivendo no cu do mundo, sendo atendido em hospital público. Não vou entrar na velha discussão de que dinheiro não traz felicidade, porque além de achar um papo ultra cafona, também acho desnecessário. E também não rola dizer que “felicidade é utopia”, porque próximo passo é puxar um beck e vender cordãozinho em feira hippie. Não faz minha vibe. A questão vai além do que é felicidade ou da importância que o dinheiro tem etc. A questão é o fracasso dessa geração que ainda depende dos pais (seja financeiramente, seja emocionalmente, meu caso). Quando você anda na rua e é o outsider onde quer que você esteja. Quando você frequenta os circuitos de cinema alternativo e mesmo lá você consegue ser excluído. Você é excluído pelas pessoas que gostam do Bergman. Na roda de leitura te perguntam se você leu Ulisses e você diz: “opa, não consegui passar da primeira página”, esperando a risada de todos como um sinal de que você foi aceito e as pessoas te olham com pena. E daí você se mete nos becos da Lapa, sobe Rocinha e vai para baile funk, porque lá as pessoas não vão te julgar. E né. Mais uma vez outsider. Não há lugar que você pertença. Quando a gente sempre criticou essa vidinha mais ou menos (casa-trabalho-cinema), e a gente bem achava que ia revolucionar e tal. E taí. 30 anos. E tudo que a gente quer ser são esses babacas. Os almofadinhas de escritório. Esses cuja maior preocupação é se ainda tem no estoque aquela gravata na vitrine da Vila Romana, que ele viu quando voltava apressado do almoço no Spoleto. A maior preocupação delas é se a drenagem linfática dará resultado. E estamos aqui. Eu e a minha geração pensando: Que vazio é esse? *Pausa para sentir o fracasso inteiro nessa colocação* A sensação de perder mesmo quando se ganha. A lacuna que jamais foi preenchida. A satisfação nunca alcançada. Não faço drama, sei que a vida me sorri em alguns momentos (só alguns), e quando eu pensava que aquilo me faria feliz, vou lá, consigo e vejo que opa, não era isso, desculpa. As coisas vão acontecendo e tudo é tão diferente do que eu acho que deveria ser. Algo que é e não era para ser. Sendo que eu também não sei o que deveria ser. Não é uma questão de ir à luta pelo objetivo. Meu deus, que objetivo? Eu não sei. Não sonho com destinos glamourosos, sei que não sou a rainha do funk. Eu só queria algo que me encaixasse. Pode ser uma vida em um convento, pode ser uma vida no campo, pode ser essa vida de ganhar 510 reais e ter dois filhos, qualquer coisa que faça eu me encaixar nisso aí. Não vivo a minha vida, eu assisto a minha vida. Como alguém que vai ao cinema e não tem o menor controle sobre o filme. Sinto, não que falta uma coisa, mas que falta tudo.
— Patricia, do blog Te Amo Porra, a dona do melhor blog do mundo.
Hoje eu nem tava tão feliz.
Só queria chegar em casa pra assistir algum seriado e provavelmente dormir cedo pra recuperar o sono do final de semana.
Oi, bem vindo a minha vida. É segunda-feira e já estou cansado.
Mesmo assim, tô feliz!
Porque?
Estava eu cansado, desolado e puto com a vida trabalhando(eu trabalho de 13:00 as 19:00(sim, eu sou quase um escravo)), e, acho que como todo mundo, tenho um relógio no subconsciente que avisa o horário de ir embora.
Só que dessa vez ele falhou.
Lá estava eu escaneando processos, no maior clima: “UHUL! Passei da folha 110!!”
e pensando: PUTA MERDA! ainda falta um tempão pra ir embora.
Então, como se fosse a coisa mais normal do mundo minha chefe diz: “Vamos embora?” Fiquei super feliz com a proposta de sair mais cedo. Mas então olho no relógio e eram 19:00!!!! olhei pra fora e tava UM PUTA DUM SOL DO CARALHO!!!
Me alegrei mais do que se tivesse ido embora mais cedo!
Sério! Só de poder ir pra casa ainda com sol me trouxe um descanso à alma, uma plenitude no meu ser, preencheu o vazio da minha quase-escravidão!
Quem precisa de missa quando se tem horário de verão??
Dia cú. De novo.
Começou mal e se não fosse por um único acontecimento eu teria dormido puto com o mundo e com a minha existência.
Mas graças a Deus, Alá, Javé, Shiva, Tutancamon, Mao Tse-Tung e “Lula, o Filho do Brasil”, meu mundo virou de ponta-cabeça!!
O que aconteceu? Simplesmente A NOVIDADE DO SÉCULO!
Sério. Pode chamar de bipolaridade, fuga da realidade, o escambau.
Impressionante como uma notícia assim me anima!
Preciso ver isso com esses olhos que a terra há de comer!
Obrigado objeto da fofoca. Você adiou, talvez por algumas semanas, o meu instinto suicida.
Prólogo - O Mentiroso
Engraçado, simpático, extrovertido, popular, tem assunto com todo mundo.
Eu e o Mentiroso nos conhecemos quando ambos tínhamos 15 anos. E com o passar do tempo ouvi algumas das histórias(vividas por ele mesmo) que tinha pra me contar. A cada história contada eu me impressionava cada vez mais com a sua evidente habilidade.
Até o dia que pedi pra ele se dava pra eu gravar e publicar algumas de suas histórias. E ele, solícito como sempre, autorizou.
Começarei, portanto, pelo iníco:
CAPÍTULO 1 - O Nascimento.
Obviamente o M. (chamarei assim pra não precisar escrever o apelido inteiro) não se lembra de seu parto, mas de acordo com sua família foi isso que aconteceu:
Lá estava a mãe dele morrendo de dor(parto natural) pra parir o seu já amado filhinho, o pai na sala do parto observando tudo, o resto da família(2 irmãos mais velhos e alguns tios) na sala de espera do hospital, ansiosamente esperando pelo mais novo membro.
Foram 5 horas de parto. M. simplesmente se recusava a sair(de acordo com ele: “lá dentro era bem confortável e eu não tinha responsabilidades nem preocupações, como comer….. e sujar a fralda”).
Mas por fim acabou cedendo à pressão abdominal da mãe e os gritos de apoio do médico, das enfermeiras e de seu pai, e saiu alegremente deslizando pelo útero como se estivesse em um tobogã.
Mas, ao ser “resgatado” pelo médico, quis fazer uma brincadeirinha e se fingiu de morto. Ele simplesmente se recusou a respirar. O médico bateu uma, duas, três vezes na bunda do desgraçado e nada dele chorar(“sempre fui resistente a dor”). Ai então começa o desespero, o médico pede instrumentos, as enfermeiras se mexem de um lado pro outro, o pai continua abobalhado e olhando pro filhinho como se fosse um bilhete premiado da Mega-Sena e a mãe, viiiixii, a mãe!
A mãe tava puta com o mundo: ficou sofrendo por 5 horas, acabaram de tirar uma cabeça enorme por um buraco minúsculo, tava estressada e não entendia porque o retardado do seu marido tava com aquela cara de bobo enquanto ela sofria. E muito menos o motivo daquela correria. Ela só queria dormir. Se tivesse forças gritaria: CAGUEI PRA TODOS VOCÊS, FORA DO QUARTO QUE AGORA EU VOU DORMIR!
E quando tudo tava se resolvendo, todos os instrumentos em mão e o bebê sendo levado pela enfermeira para a incubadora, ele simplesmente olhou pra cara da enfermeira e riu! RIU! (“Não foi uma risada normal, foi algo mais parecido com o choro de um filhote de hiena. Mas que eu ri, ri”)
Ouvi falar que a equipe médica ficou tão traumatizada que uma semana depois pediram transferência pra trabalhar na ala psiquiátrica. Disseram ser mais seguro pra sanidade mental.
(obs: baseado em fatos reais.)
(Ministério do Tumblr adverte: este post contém ironias e sarcasmo)